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Desejos

domingo, 10 de janeiro de 2010

A sem razão de ser






Uma rosa num vaso a pender
Um amor a tentar esquecer
E longe os ruídos da cidade
E o rumor de uma saudade
Que não quer se convencer

E a sensação de um beijo em meus cabelos
Recordação que lentamente se desfaz
Um encontro tão lindo de amor
Que mal nasceu começa a se pôr

E a casa tão amiga dos teus passos
Tão vazia dos abraços
Que davam tanta paz
Onde eu vivi grande desespero
De ver morrer tudo o que dei
E não darei jamais.

Vinicius de Moraes

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