BEM-VINDOS

Desejos

quarta-feira, 29 de julho de 2009

AMOR SEM FIM





Amor é sem fim...
Se tiver fim,
Não era amor.

SORRIR





Como escrever se não paro de sorrir?
Como fazer versos se meu coração bate tão forte que quase me afoga?

FELICIDADE





Felicidade é ter você!

terça-feira, 28 de julho de 2009

QUEM?





Encontrada
Achada
Maluca
Desvairada
E daí?
Quem poderá avaliar?
Se meu coração não esta aqui
Esta aí
E eu só sei te amar.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

PERDIDA





Perco a mim
quando me abordas
com a fragilidade de um anjo
e a selvageria de um animal.

Perco a mim
quando me procuro
e só me encontro
entre os seus braços.

Perco a mim
quando te perco.

domingo, 26 de julho de 2009

NÃO POSSO PARTIR DE MIM





Deslisarei em ti,
E me aconchegarei.
Te desabraçar,
Não vou querer;
Me separar...
Não quererei despedida,
Só ficada,
Nada de partida...
Nem poderá haver
Partida possível.
Não posso partir de mim!

ONDE ESTÁ A MINHA FORÇA?





Como descobrir a saída para o labirinto da alma?
Como entender sentimentos tão intensos?
Como administrar as porradas que a vida te reserva?
E como deixar de senti-las?
A fuga é um veneno que você sorve aos poucos e lentamente
te destrói.
Dar a cara a bater é o antídoto
E a força?
Onde esta a minha força?

domingo, 19 de julho de 2009


Quem vai pagar o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?
(Vinícios de Moraes)

A HORA ÍNTIMA (Vinícius de Moraes)

Quem pagará o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?
Quem, dentre amigos, tão amigo
Para estar no caixão comigo?
Quem, em meio ao funeral
Dirá de mim: – Nunca fez mal...
Quem, bêbedo, chorará em voz alta
De não me ter trazido nada?
Quem virá despetalar pétalas
No meu túmulo de poeta?
Quem jogará timidamente
Na terra um grão de semente?
Quem elevará o olhar covarde
Até a estrela da tarde?
Quem me dirá palavras mágicas
Capazes de empalidecer o mármore?
Quem, oculta em véus escuros
Se crucificará nos muros?
Quem, macerada de desgosto
Sorrirá: – Rei morto, rei posto...

Quantas, debruçadas sobre o báratro
Sentirão as dores do parto?
Qual a que, branca de receio
Tocará o botão do seio?
Quem, louca, se jogará de bruços
A soluçar tantos soluços
Que há de despertar receios?
Quantos, os maxilares contraídos
O sangue a pulsar nas cicatrizes
Dirão: – Foi um doido amigo...
Quem, criança, olhando a terra
Ao ver movimentar-se um verme
Observará um ar de critério?
Quem, em circunstância oficial
Há de propor meu pedestal?
Quais os que, vindos da montanha
Terão circunspecção tamanha
Que eu hei de rir branco de cal?
Qual a que, o rosto sulcado de vento
Lançará um punhado de sal
Na minha cova de cimento?

Quem cantará canções de amigo
No dia do meu funeral?
Qual a que não estará presente
Por motivo circunstancial?
Quem cravará no seio duro
Uma lâmina enferrujada?
Quem, em seu verbo inconsútil
Há de orar: – Deus o tenha em sua guarda.
Qual o amigo que a sós consigo
Pensará: – Não há de ser nada...
Quem será a estranha figura
A um tronco de árvore encostada
Com um olhar frio e um ar de dúvida?
Quem se abraçará comigo
Que terá de ser arrancada?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

BENDITAS ESTAS MULHERES QUE AMAM





Benditas essas mulheres
Que amam e amam e amam !
Louvadas sejam !
Que amam seu AMAR.
Que progressivamente o enriquecem
Em evoluções helicoidais
Ascendentes e abertas
Em atingidos horizontes
Com descortínios mais amplos.
Benditas ! Benditas !
Sejam abençoadas !
Quão suas almas são bonitas !
Louvemo-las.
Saudáveis ! Sadias !
Amam seu bel-prazer,
Sabendo adiá-lo se preciso,
Seu tempero,
Seu bom gosto,
Seu capricho,
Suas pupilas,
Seu mimo,
Seu chamego,
Sua ternura.
Amam seu AMOR vero.
Decerto nele apostam.
Certas nele confiam.
Deveras nele esperam !

quinta-feira, 16 de julho de 2009

SINTONIA E ÊXTASE (Stela Gusmão)

Tudo pulsa...renasce.
Fremem convulsivamente,
Desejos e sonhos desnudos,
Na incompletude do presente.
A circular os corpos em calores,
De tão perto e tão distantes,
Gerando versos que transbordam,
Com risos e carícias deslisantes.
No abrir de íntimos silêncios
E, em êxtase fluindo, a florescer
Integram-se aquecidos no querer.
Inebriados, bebem! sorvem!
Nutrindo o sentimento, sintonizados,
Atemporal! concreto! ilimitado.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

DOENTE DE AMOR

Não quero amor cigano...nem ser fruto de enganos
Quero com a alma amar a carne...e com a carne sentir a alma
Sem essa dor profunda, sem esse dissabor...
Quero trocar o triste suspiro...pelo aberto sorriso

Quero curar essa dor...porque estou doente
Doente de amor.